"A psiquiatria infantil é a porta de entrada para um futuro saudável e feliz para crianças e adolescentes, em que a prevenção e o tratamento precoce se tornem um caminho para que possam crescer com saúde mental, construindo uma base sólida para alcançar seus sonhos e atingir seu potencial."
Dr. João Vítor Galo Esteves
A psiquiatria da infância e da adolescência é uma área médica que se concentra em diagnosticar, tratar e prevenir transtornos do neurodesenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, alterações comportamentais e transtornos mentais em crianças e adolescentes de forma individualizada e integrada. Na nossa clínica, entendemos que cada paciente é único e apresenta um conjunto de fatores biológicos, psicológicos e sociais que influenciam seu quadro clínico. Por isso, é essencial que o tratamento seja personalizado e adaptado às necessidades específicas de cada criança.
Nós trazemos em nosso cuidado os princípios da medicina individualizada na psiquiatria infantil, que considera os aspectos biopsicossociais do paciente e sua família, incluindo fatores como a história de vida, ambiente familiar, escolar e social, além de suas crenças, valores e cultura, levando em conta não apenas os sintomas, mas também as causas subjacentes do transtorno mental. Esta abordagem integral é essencial para tratar a criança de forma holística, aplicando ações coordenadas e integradas, podendo incluir a combinação de diferentes tipos de tratamento, como terapia, orientação familiar, intervenção escolar e social e medicação, dependendo da gravidade do quadro clínico e das necessidades de cada paciente. O médico que atua na psiquiatria infantil deve ser capaz de coordenar essas intervenções e trabalhar em parceria com outros profissionais da saúde, como psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais, educadores e outros.
Sobre o Dr. João Vítor Galo Esteves: médico, neurocientista e professor
CRM-RJ 118177-7
Desde a infância, sempre fui apaixonado pelo cérebro humano, seus mistérios e desafios. Quanto tinha 8 anos de idade, tive a oportunidade de visitar o Anatômico da Faculdade de Medicina de Petrópolis e, precisamente naquele dia, os alunos estavam estudando o sistema nervoso central, com diversos cérebros e outras estruturas nas bancadas. Naquele momento eu decidi que queria ser médico - e além disso, compreender o funcionamento do cérebro e auxiliar na promoção a saúde mental das pessoas.
Ao longo da minha trajetória, ingressei na Faculdade de Medicina da UFRJ, onde tive a oportunidade de estar em contato com os mais diversos cenários e técnicas de trabalho, incluindo de saúde coletiva, atenção à saúde e neurociências. Na UFRJ, fui introduzido aos conceitos de medicina integral e individualizada e de medicina baseada em evidências. Durante a graduação, tive grande contato com a área das neurociências, ingressando no doutorado em Biofísica/Neurofisiologia, onde me dedico a pesquisas sobre TDAH, TEA, dislexia e transtornos do neurodesenvolvimento no geral.
Dentre as diversas experiências que eu vivi durante a graduação, uma das que mais me impactou foi o dia em que, em uma clínica da família, eu fiz o diagnóstico de dislexia em uma criança de 9 anos. A sensação de possivelmente poder ter transformado o futuro daquela criança me trouxe um senso de felicidade e realização tremendos e ali eu tive certeza que queria trabalhar com a Psiquiatria da Infância e da Adolescência.
Eu acredito que, para atuar nesta área, é necessário compreender profundamente como o cérebro funciona e como os estímulos externos podem afetar o desenvolvimento emocional e cognitivo das crianças. Na minha prática clínica, adoto uma abordagem empática e cuidadosa, sempre colocando as necessidades dos pacientes em primeiro lugar. Muitas vezes, a saúde mental das crianças está profundamente ligada aos relacionamentos familiares e sociais, e por isso, trabalho em estreita colaboração com pais, cuidadores, educadores e terapeutas. A minha principal recompensa é ver as crianças se recuperando e tendo uma vida melhor. Cada criança é única, e guarda em si mesma infinitas possibilidades para o futuro da nossa sociedade, e, portanto, merece ser tratada com cuidado e respeito.
Ainda sobre a minha trajetória, sou médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (FM/UFRJ, 2020), Especialista em Docência no Ensino Superior (CENSUPEG, 2020) e Doutorando em Biofísica/Neurobiologia no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF/UFRJ), pelo programa MD-PhD. Dedico-me às pesquisas sobre Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), transtornos de aprendizagem na infância, desenvolvimento perceptivo-motor, integração visomotora e neuroeducação.
Sou Coordenador Nacional da Olimpíada Brasileira de Neurociências (Brazilian Brain Bee), pesquisador associado do Núcleo de Divulgação Científica e Ensino de Neurociências (NUDCEN/IBCCF/UFRJ) e Vice-diretor da Organização Ciências e Cognição (OCC), onde desenvolvo atividades de ensino e difusão das neurociências em escolas do Rio de Janeiro. Sou membro da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) e revisor do periódico científico Ciências e Cognição.
Tenho experiência nas áreas de Psiquiatria Infantil, Clínica Médica, Medicina Intensiva, Medicina de Emergência e Saúde da Família, tendo atuado na Secretaria Municipal de Saúde e servido como 2º Tenente Médico no Exército Brasileiro. Atualmente, trabalho como médico Clínico no Hospital Federal Cardoso Fontes e na clínica multidisciplinar Desperta!, além de ser professor na pós-graduação da Faculdade Celso Lisboa (neuropsicologia) e da Faculdade São Judas Tadeu (neuroeducação).



